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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Apple fecha acordos com selos musicais e pode lançar iRadio em breve.

Depois da Universal Music, empresa finaliza acordo com a Warner Music e pode apresentar o seu serviço de rádio na WWDC.



Tudo indica que a Apple prepara o lançamento de seu serviço de rádio, batizado apropriadamente de iRadio, para a WWDC (Worldwide Developers Conference), a conferência anual da empresa que acontece entre os dias 10 e 14 de junho em San Francisco, nos Estados Unidos.
Após fechar um acordo com a Universal Music no mês passado, a Apple concluiu as negociações de licença de uso com o selo Warner Music, ampliando os direitos de reprodução do catálogo de músicas para seu serviço de rádio. A empresa segue agora em discussão com o braço musical da Sony, para garantir aos consumidores o acervo das três maiores companhias do mercado.

Chegando tarde, mas com toda a força

O serviço da Apple pode estar chegando tarde ao mercado que se popularizou em canais como o Pandora e o Spotify, mas os concorrentes têm com o que se preocupar. A Apple se tornou uma grande aliada das gravadoras e dos selos musicais pelo sucesso de vendas no iTunes, com mais de 500 milhões de usuários ativos.
Contado com essa base de clientes, o iRadio deve funcionar de maneira integrada à biblioteca pessoal de cada usuário, permitindo o streaming de canções de artistas específicos ou de gêneros relacionados, e possibilitando que músicas sejam adquiridas diretamente pela loja da Apple.
Além de receberem uma parcela expressiva do lucro com propagandas pelo serviço de rádio, as gravadoras têm grande interesse na possibilidade de que os usuários do iTunes comprem as músicas pelo canal da Apple, o que tem facilitado as negociações entre as companhias. Atualmente, os selos recebem 70% de cada compra efetuada na loja.



Briga de gente grande

O mercado de streaming de músicas está ficando cada vez mais competitivo. No mês passado, a Google lançou o seu canal de rádio, o Google All Access, e planeja integrar em breve o serviço ao YouTube, que ainda é hoje o local mais procurado pelos jovens para escutar suas canções.
Para entrar com força nessa briga, a Apple tem negociado diretamente com os selos musicais em busca de acordos mais abrangentes e com melhor oferta de participação nos lucros. A tática da empresa tem funcionado, enquanto serviços como o Pandora vêm recebendo críticas das gravadores pela baixa remuneração.


Samsung lança Galaxy Tab 3 com processador Intel e tela de 10.1 polegadas



        Aparelho roda o Android 4.2, tem suporte a redes 4G e deve começar a chegar às lojas ainda neste mês.
A Samsung está ampliando a família Galaxy Tab 3 de tablets Android com o lançamento de modelos com telas de 8 e 10.1 polegadas, este equipado com um processador Intel. Ambos tem extenso suporte a redes de telefonia 4G.
Ambos os produtos serão oferecidos em conjunto com o Galaxy Tab 3 de 7 polegadas, e começam a ser vendidos “em todo o mundo” neste mês, de acordo com a Samsung. Uma tela de 8 polegadas é novidade na família Galaxy Tab, embora a empresa já tenha oferecido um modelo com tela de 7.7 polegadas no passado. Já o modelo de 10.1 polegadas é um upgrade em relação ao Galaxy Tab 2 10.1, já no mercado.
O Samsung Galaxy Tab 3 8.0 tem uma tela de 8 polegadas com resolução de 1280 x 800 pixels e é baseado em um processador dual-core de 1.5 GHz. Há uma câmera traseira de 5 MP e uma frontal de 1.3 MP. O armazenamento interno é de 16 ou 32 GB, dos quais 11,26 ou 26,16 GB estão disponíveis aos usuários, e há 1,5 GB de RAM.
Já o Galaxy Tab 3 10.1 tem uma tela de 10.1 polegadas também com resolução de 1280 x 800 pixels e 16 ou 32 GB de memória interna, mas 1 GB de RAM. O processador é um Intel Atom dual-core de 1.6 GHz. Há uma câmera traseira de 3 MP, e uma frontal de 1.3 MP.
A escolha pela Samsung de um processador Intel, em vez de um de seus próprios chips da família Exynos, é um sinal de uma relação estratégica mais profunda entre as duas empresas, diz Geoff Blaber, um analista da CCS Insight. “Ambas já trabalham juntas no sistema operacional Tizen, que ainda não chegou ao mercado. O tablet mostra que seus futuros estão bastante alinhados”, disse Blaber.
A Intel tem tido dificuldade em quebrar o domínio da ARM no mercado de smartphones e tablets. Mas ter sido escolhida como base para o modelo de 10.1 polegadas é uma vitória significativa, mesmo que a Samsung não esteja anunciando o fato. Blaber espera que mais tablets Android baseados em processadores Intel surjam neste ano. E no ano que vem veremos mais progresso no mercado de smartphones, graças ao lançamento do Merrifield.
“A diferença em desempenho e consumo entre a ARM e o Atom agora é um mito. Mas a Intel ainda tem muito o que fazer e sua participação no mercado de mobilidade, seja entre os tablets ou smartphones, é muito, muito pequena.”, disse Blaber said.
Mas a ARM não está de braços cruzados. A empresa anunciou nesta segunda-feira o processador Cortex-A12, de baixo consumo e voltado a smartphones e tablets com preços entre US$ 200 e US$ 350, um segmento de mercado em expansão”.
“A ARM tem os pés no chão e sabe que, após várias tentativas frustradas, a Intel está chegando a um ponto onde pode ser competitiva”, disse Blaber.
Ambos os novos tablets da Samsung rodam o Android 4.2. Outras semelhanças incluem o slot para cartões microSD, para expansão de memória, e o suporte a redes LTE em seis frequências diferentes: 800, 850, 900, 1800, 2100 e 2600 MHz, o que significa que eles serão capazes de acessar redes 4G na África, Ásia, Europa, Oriente Médio e América do Sul. Curiosamente, não há suporte à frequência de 700 MHz usada nos EUA. Também haverá versões apenas com Wi-Fi.
A Samsung não informou quanto os novos tablets irão custar. Eles devem começar a chegar às lojas, no exterior, ainda no início deste mês.